Thursday, May 19, 2005

O cheiro da terra

Estava numa dessas festas populares muito iluminadas. Um grupo de pessoas coloridas tocavam e cantavam de cima de um coreto bem típico. Havia muito movimento e cheiro a sardinha assada no ar. Um grupo de casais a dançava ao ritmo dois por quatro da música. A certa altura ouvi dos altifalantes: “E agora arranjem par pois todos têm de dançar.” Os casais que estavam a dançar assim permaneceram, depressa se formaram mais uns tantos. Só eu fiquei desacompanhado. Olhei em volta enquanto voltei com o olhar ao local inicial deparei com os olhos nela. Lá estava, de vestidinho branco esvoaçante de onde se podia vislumbrar através da transparência a sua lingerie também branca. Dirigi-me a ela: “Bom, parece-me que só sobrámos nós. Dá-me a honra desta dança?” Perguntei-lhe eu. Ela retribuiu com um sorriso: “Claro”. Começámos a dançar. Ela parecia adivinhar as minhas intenções, por isso dançávamos de maneira bastante coordenada. A certa altura comecei a ganhar mais confiança, apertei-a um pouco mais de modo a poder dançar mais vigorosamente. Senti-lhe a linha da cintura onde nascia a anca. Até àquele ponto não se tinha dito mais palavra alguma até que ela me disse: “Gosto assim, que me dominem, que me levem...”. Olhei-a directamente nos olhos apertando-a um pouco mais para sentir o seu peito rijo: “Também gosto assim, de me sentir possuído por um corpo tão bonito...”. Acabou a música. Perguntei se queria ir à quermesse. Ela disse que não, que preferia ir dar uma volta.

Saímos da festa a pé guiados por ela. Fomos indo pelas ruas desertas da aldeia. A certa altura perguntou-me se alguma vez tinha sentido o cheiro da terra. Confesso que fiquei sem saber o que responder, disse que não. Então fez-me entrar por um portão largo dizendo que tinha crescido ali e era ali que os pais mantinham ainda os seus animas. Realmente as narinas não me enganavam. Entrámos por uma porta velha, ela baixou-se e apanhou qualquer coisa que na altura não me apercebi o que era – Cheira – disse. Era palha, cheirava a tudo o que o campo faz lembrar. Entretanto os olhos começaram a habituar-se aquela escuridão só cortada pela luz da lua que entrava pela única janela daquela divisão. Por essa altura ela estava à minha frente. De um momento para o outro abriu os braços e deixou-se cair. Caiu em cima da palha fazendo levantar alguma poeira. Este movimento fez subir o vestido, deixando sobressair nádegas. Não resisti. Baixei-me e comecei a beijá-las. Ela nada disse, deixou-se ficar imóvel. Continuei. Percorri o interior das suas pernas com beijos suaves, cheirava a palha ela também. Introduzi as duas mão por baixo do seu vestido e tirei a sua lingerie. Comecei por lhe beijar o clitóris ao de leve seguindo um pouco mais para baixo. Abrindo suavemente os seus grandes lábios pude passar a língua pelos pequenos lábios morosamente. Ouvi-a a solta um pequeno gemido, senti-a a ficar húmida. Continuei a percorrer com a ponta da língua os seus lábios vaginais com movimentos circulares vagarosamente. Por esta altura as minhas mão já exploravam os seus seios sentindo os seus mamilos hirtos nas palmas das minhas mãos. Enquanto explorava o seu sexo com a língua massajava suavemente os seus seios. Por essa altura fazia pequenas investidas na vagina com a língua – Sim, continua – disse ela. Continuei. Para intensificar o movimento coloquei uma das mão no seu rabo para comprimir bem o seu sexo contra a minha língua. Neste entretanto veio-se numa série contracções ritmadas que começavam na sua púbis e se estendiam ao resto do corpo ao mesmo tempo que ouvia a sua respiração ofegante... Ficámos assim por alguns momentos mais.

Dei-lhe a lingeire para ela a vestir. Levantou-se, beijou-me e disse-me - “Gosto assim, que me dominem, que me levem...”